sábado, 13 de julho de 2013

Liçãozinha sobre tributação

Diante do que ouvem dos sedizentes especialistas, as pessoas não podem ser culpadas por sua ignorância e confusão. Se uma dona de casa média precisa fazer malabarismo com seu orçamento incompreensivelmente minguante e vê um magnata num carro importado, blindado, prateado, com chofer (putz, sou velho!), ela pode muito bem pensar que só o prendedor de gravata do magnata resolveria todos os problemas dela. Ela não tem os instrumentos intelectuais necessários para saber que, se todos os luxos de todos os magnatas fossem expropriados, essa expropriação não alimentaria sua família, nem milhões de famílias semelhantes por uma semana sequer; nem tem ela como saber que o país inteiro morreria de fome no primeiro dia da semana seguinte. Ela não tem como saber essas coisas porque todas as vozes que ouve da hegemonia esquerdista dizem que devemos afogar os ricos na privada e puxar a descarga.

Ninguém diz à dona de casa que os impostos escorchantes incidentes sobre os ricos (e dos pequenos empresários) não vão sair do que eles gastam em bens de consumo, e sim dos seus investimentos de capital (ou seja, da sua poupança); esses impostos se traduzem em menos investimentos, ou seja, menos produção, menos empregos, preços mais altos por produtos mais escassos... e, quando os ricos precisarem diminuir seu padrão de vida, não existirá sequer padrão de vida para a nossa dona de casa, nem poupança, nem o emprego do marido dela, e nenhum poder no mundo (poder econômico, bien entendu) será capaz de ressuscitar as indústrias mortas (não existirá mais esse poder).

Entenderam?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Visão objetivista sobre a caridade

Amáveis leitores, hoje publico a tradução de algumas opiniões de Ayn Rand sobre a questão da caridade. Observem que eu assino embaixo de cada uma dessas opiniões.

Quem souber inglês e quiser conferir o original, eis o link: http://aynrandlexicon.com/lexicon/charity.html

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"Minha opinião sobre a caridade é muito simples. Eu não a considero uma virtude essencial e, sobretudo, não a considero um dever moral. Não há nada de errado em ajudar outras pessoas se e quando elas forem dignas de ajuda e se for viável ajudá-las. Considero a caridade uma questão periférica. O que combato é a idéia de a caridade ser um dever moral e uma virtude fundamental.

Entrevista à Playboy, março de 1964

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O fato de ninguém ter direito ao que é dos outros (ou seja, de ninguém ter o dever moral de ajudar alguém e de ninguém poder exigir ajuda como um direito) não exclui nem proíbe a boa-vontade entre as pessoas e não faz com que seja imoral oferecer ou aceitar assistência voluntária ou sacrificatória.

Foi o altruísmo que corrompeu e perverteu a benevolência humana, considerando o doador um objeto de imolação e o beneficiário um objeto digno de pena que detém uma hipoteca sobre as vidas dos outros, ou seja, uma doutrina extremamente ofensiva para ambas as partes, que não deixa às pessoas nenhuma opção além dos papéis de vítima de sacrifício ou de canibal moral.

Ao avaliar a questão por sua perspectiva correta, deve-se começar por rejeitar os termos do altruísmo e todo o seu horrível ressaibo emocional e, depois, examinar as relações humanas por um prisma diferente. É moralmente correto aceitar ajuda quando ela é oferecida não como um dever moral, mas como um ato de boa-vontade e generosidade, quando quem a oferece tiver condições de fazê-lo (ou seja, quando a oferta não implicar abnegação de sua parte), e quando a ajuda é concedida em contrapartida das virtudes de quem a recebe, não em contrapartida de seus defeitos, suas fraquezas ou de suas falhas morais, e não com base na sua necessidade em si.

"A questão das bolsas de estudo"
The Objectivist,  junho de 1966, 6

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O método correto para julgar quando ou se alguém deve ajudar outra pessoa consiste em consultar o interesse próprio racional e sua hierarquia de valores: o tempo, dinheiro ou trabalho concedidos ou o risco assumido devem ser proporcionais ao valor da pessoa em relação à felicidade de quem ajuda.

Ilustro isso com o exemplo preferido dos altruístas: a questão de salvar uma pessoa que está se afogando. Se a pessoa a ser salva for desconhecida, é moralmente correto salvá-la quando o perigo para a vida de quem realizará o salvamento for muito pequeno; quando o perigo for grande, seria imoral tentar o salvamento: apenas a falta de amor-próprio permitiria que a pessoa não valorizasse mais a própria vida do que a de um estranho qualquer. (Por outro lado, se uma pessoa estiver se afogando, ela não pode ter a expectativa de que um estranho arrisque sua vida pelo bem dela, lembrando que a vida dessa pessoa não pode ser mais valiosa para o estranho do que para ela mesma).

Se a pessoa que precisa ser salva não for desconhecida, o risco que alguém deve estar disposto a correr será maior na proporção do tamanho do valor da pessoa para quem realizará o salvamento. Caso se trate da pessoa amada, é possível que exista a disposição de dar a própria vida para salvá-la, pelo motivo egoísta de que a vida sem a pessoa amada poderia ser insuportável.

"A ética das emergências"

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A pequena minoria dos adultos que não têm capacidade (e não dos que não têm disposição) de trabalhar precisa depender da caridade voluntária; uma fatalidade não concede a ninguém o direito ao trabalho escravo; não existe direito a consumir, controlar e destruir as pessoas sem as quais seria impossível sobreviver.

"O que é o Capitalismo"

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre Colégios Militares

Leio vários portais de notícias todos os dias pela manhã, e os leio com olhos de garimpeiro, olhos apurados e calibrados para identificar pepitas de ouro.

Nós, blogueiros, precisamos dessa visão calibrada para identificar boas notícias, que são raríssimas. Pois bem, achei uma no Correio do Povo, de Porto Alegre. Leiam-na. Continuo em seguida.



Voltei.
Essa gurizada (nada fandangueira) ganhou quatro medalhas de ouro e duas de prata. Aí eu fico a me perguntar por que os alunos dos colégios militares são os melhores? Porque são regidos, basicamente, por dois princípios indispensáveis para o sucesso na vida: DISCIPLINA INCONDICIONAL e MERITOCRACIA. Em outras palavras, a cada um segundo suas obras. Aos melhores, a aclamação, a distinção, os prêmios. Aos demais, a admoestação e a devida correção.

Na minha visão de mundo (aliás, a mais correta e justa que existe), quem não se alinhar aos princípios da disciplina e da meritocracia merece perecer e ranger dentes.

Todos temos lido e ouvido ultimamente histórias arrepiantes sobre da falta de respeito e disciplina dos alunos nas salas de aula, especialmente por parte dos "graudinhos", ou seja, daqueles filhos de pais que não passam de les rois de la merde: papai dono de loja, de empresa, algum doutorzinho zé-bunda,  que chegam grimpando no colégio. Me refiro principalmente aos colégios particulares, que passaram a ser meras instituições comerciais. Por instituições comerciais, os pais são clientes, e o cliente sempre tem razão. Acontece o diabo em sala de aula, os professores perderam a autoridade, e tudo isso dá no que vemos pela aí nas ruas.

Longa vida aos colégios militares do brasil. DISCIPLINA E MERITOCRACIA!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Me corrigir? É ruim, hein?

Hoje eu não tinha programado nenhum post (gosto de cozinhá-los bem antes de pôr na mesa), mas este aqui chega meio de supetão porque, no Twitter, acabei de tomar uma pisada no dedão daquelas de arrancar a unha. Será um post no melhor estilo "metralhadora".

Tuitei um comentário sobre a impossibilidade de haver vinhos de qualidade realmente boa no Brasil, e acabei usando a palavra "oxímoro".

Seguidora, muito bem-intencionada, mas remplie d'elle-même, chega me chamando pelo nome e me corrigindo, afirmando ex cathedra e um tanto condescendentemente que a palavra "oxímoro" não tem acento. Vejam a interação (vou preservar a arroba e o nome da moça porque hoje estou muito generoso. Não devia, mas é o meu "pacote de bondades" do dia):


O, pulchra puella e amáveis leitores deste blog: o Twitter não é o foro adequado para uma explicação etimológica detalhada, por isso a explicação vai aqui.

A forma "oximoro" (sem acento) está registada em Rebelo Gonçalves, além de ser a forma preferida no recente dicionário Houaiss (pelo latim: "oxymorum", com o segundo "o" longo).

Entretanto, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa foi buscar a acentuação tônica "oxímoro" no étimo original grego ὀξύμωρον (oksýmoron). Não se trata, com efeito, de um hiperbibasmo (deslocamento do acento tônico), pois esse acento é perfeitamente justificável, embora controverso.

Nessa disputa, considero mais legítimo o étimo grego nas palavras latinas dele provenientes, ao contrário da corrente dominante que afirma que o fato de o termo chegar ao português através latim exige o étimo latino (e sua respectiva acentuação).

Percebam, meus filhos, que a malfazeja "Nova Ortografia" não faz recomendações quanto a esse tipo de escolha (prefere tratar de coisas mais supinas e cosméticas). Quando muito, indica que, se escolhermos a proparaxitonia, devemos escrever com acento gráfico na sílaba tônica.

Para finalizar, meus queridos, é MUITO complicado me corrigir. É praticamente impossível. Quem quiser tentar, que venha muito bem armado com argumentos irretorquíveis. Caso contrário, posso não ser tão bonzinho quanto fui agora.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Fundamentos da intolerância esquerdista: loas ao jogador gay da NBA, ofensas ao comentarista cristão da NBA


Jason Collins, pivô do Boston Celtics, saiu do armário, declarando publicamente ser um atleta gay, sendo um dos primeiros a fazer isso em uma liga esportiva profissional americana. A grande mídia esquerdista e os defensores dos gays o chamaram de "herói" e aplaudiram a "coragem" de seu anúncio público através da Sports Illustrated.

No entanto, a festa deles foi interrompida quando Chris Broussard, respeitado comentarista de basquete da ESPN, expôs seu ponto de vista cristão. Broussard, um cristão devoto, simplesmente expôs seu ponto de vista religioso e, em troca, os críticos esquerdistas, gays e politicamente corretos praticamente o apedrejaram.

Broussard disse simplesmente, “Sou cristão, não concordo com a homossexualidade… Acho que é um pecado, e que o sexo fora do casamento entre um homem e uma mulher também é”. Ele prosseguiu: “Quem vive abertamente em pecado impenitente… anda em rebelião explícita contra Deus e Jesus Cristo”.

Dirigindo-se aos que o criticam e o chamam de “fanático” e “intolerante”, Broussard respondeu e mencionou que tem amizade com um destacado jornalista esportivo gay, LZ Granderson. Ele disse: “Assim como posso tolerar alguém de cujo modo de vida eu discordo, [Granderson] pode tolerar minhas crenças. Ele discorda das minhas crenças e do meu modo de vida, mas a verdadeira tolerância e aceitação implica ser capaz de lidar com isso como adultos maduros, e não criticar e xingar um ao outro”.

Entretanto, a grande mídia esquerdista ignorou a explicação diplomática de Broussard sobre seus pontos de vista religiosos e fez exatamente o que Broussard considerou intolerância: o xingou e o criticou.

Assistam ao vídeo:


segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Dia da Terra é contrário à vida humana


Hoje é um "feriado religioso" que deveria fazer com que todos nos tornássemos ateus. Vinte e dois de abril de 2013 é o aniversário do Dia da Terra. Para muita gente, não passa de um dia de pensar de maneira acolhedora e confusa sobre ar puro, rios cristalinos, florestas verdejantes e rouxinóis canoros. Até a década de 1990, o 1º de Maio marcava a idolatria dos comunistas por uma abstração denominada "os trabalhadores", às custas dos verdadeiros trabalhadores de carne e osso e de todos os outros seres humanos do planeta. O resultado foi uma carnificina. Agora, o Dia da terra marca a idolatria dos extremo-ambientalistas pelo planeta em si, às custas de todos os seres humanos que o habitam. Se a seita continuar crescendo, os resultados serão os mesmos conseguidos pelos vermelhos.

Não há problema nenhum se indivíduos quiserem preservar as florestas, as flores, os lagos, etc. em suas propriedades e em seu próprio benefício, nem se quiserem reduzir os danos efetivos e mensuráveis causados aos seres humanos, por exemplo, pela poluição do ar e das águas. Seja como for, os priores problemas de poluição já foram quase totalmente resolvidos nas últimas décadas.

Contudo, os extremo-ambientalistas transformaram preocupações legítimas em uma seita. Se eu disser a alguém que não reciclo o lixo, por exemplo, serei tratado como se eu fizesse troça de Maomé na Arábia Saudita. Quando a reciclagem fizer sentido do ponto de vista econômico e ambiental, surgirá um mercado para os materiais reciclados e não haverá necessidade de que o governo meta sua longa colher no assunto. Acontece que, muitas vezes, a reciclagem gera custos líquidos de milhões de reais e prejudica o meio ambiente. Levando em consideração as frotas de caminhões necessárias para recolher as suas garrafas (que você deve, antes, lavar) e as instalações usadas para moer ou derreter o vidro (que consomem uma quantidade absurda de energia), acaba sendo melhor simplesmente jogar tudo no lixo como sempre se fez.

Já se escreveu muita coisa sobre a incapacidade dos ambientalistas de de comprovar quantos supostos problemas realmente prejudicam os seres humanos. Faz mesmo alguma diferença reduzir a quantidade de uma determinada substância na água de duas partes por bilhão para uma parte?

Já se escreveu muita coisa sobre a ciência fajuta por trás de muitos programas ambientais e sobre os graves problemas que esses programas criam para as pessoas, em comparação com seus benefícios  minúsculos. O DDT não é o diabo que muita gente pinta, mas a falta de uso dele para erradicar insetos patogênicos causou milhares de mortes.

O que exige mais atenção é o problema dos valores fundamentais do extremo-ambientalismo. A origem definitiva e o padrão de todos os valores é a vida humana. Pedras, lama, oceanos, montanhas, peixes e aves não têm valor intrínseco nenhum em si mesmos ou por si mesmos. Eles não são nem bons nem maus. Eles simplesmente são. É na relação com nós outros, seres humanos, que as coisas apresentam seu valor.

Devemos usar nossas mentes racionais como indivíduos para descobrir os meios de sobreviver e prosperar. Um animal tem valor porque podemos usá-lo para nos alimentar ou admirar sua beleza. A água tem valor porque podemos bebê-la ou nadar nela. As pedras e árvores têm valor porque podemos construir casas com elas, ou podemos subir nelas por diversão. Os brejos talvez não tenham valor porque estão exatamente no ponto onde queremos construir uma casa.

E, naturalmente, "nós" não significa um coletivo abstrato, e sim cada um de nós, na qualidade de indivíduos. Essa é a questão da propriedade privada. Cada um de nós deve ter a liberdade de possuir e usar nosso patrimônio para o nosso bem enquanto indivíduos.

Os extremo-ambientalistas tiram os indivíduos da jogada. Eles falam do valor dos ecossistemas, habitats e pantanais sem se referir aos seres humanos em geral nem a indivíduos específicos que possam possuir patrimônio material e dele fazer uso. A rigor, os extremo-ambientalistas criam uma seita da deusa Gaia que põe os seres humanos em segundo plano. Muitos extremo-ambientalistas já dizem abertamente, por exemplo, que rotulam as pessoas como "poluição do planeta". Existe até mesmo um Movimento pela Extinção Humana Voluntária (podem procurar no Google um tal de "VHEMT"). O credo deles: "Reduzir progressivamente a raça humana, cessando voluntariamente a reprodução, permitirá que a biosfera da Terra recupere suas boas condições de saúde".

A maior parte das pessoas que comemoram o Dia da Terra retirando o lixo das ruas consiste, sem dúvida, em pessoas bem-intencionadas. Mas elas e todos nós devemos reconhecer que os fundamentos filosóficos sobre os quais uma pessoa age causará, inevitavelmente, determinadas conseqüências ao longo do tempo, independentemente da intenção. As premissas dos extremo-ambientalistas são contrárias à vida humana e, se forem levadas adiante de maneira constante, levarão a uma carnificina pior do que aquela promovida pelos comunistas. Afinal, "o verde é a nova cor do comunismo".

No Dia da Terra, devemos refletir não sobre o planeta, mas sobre os habitantes capazes de fazer com que ele valha alguma coisa.

domingo, 21 de abril de 2013

Ativista homossexual admite que o objetivo do programa é destruir o casamento

Mesmo sabendo que há radicais em todos os movimentos, não devemos atenuar a impressionante confissão feita pela jornalista lésbica Masha Gessen. Em um programa de rádio, ela admite abertamente que os ativista homossexuais estão mentindo sobre seu programa político radical. Ela afirma que eles não querem ter acesso à instituição do casamento, mas, sim, redefini-la radicalmente e, por fim, eliminá-la.

Eis o que ela disse numa entrevista à Radio National, da Austrália, em 11 de junho de 2012:
“É óbvio que [os ativistas homossexuais] devem ter o direito de se casar, mas também acho que é óbvio que a instituição do casamento não deveria existir. …(L)utar pelo casamento gay implica, em geral, mentir sobre o que vamos fazer do casamento quando o conseguirmos, pois estamos mentindo quando dizemos que a instituição do casamento não vai mudar, e isso é uma mentira.
A instituição do casamento vai mudar, e ela deve mudar. Além disso, eu não acho que ela deva existir, e eu não gosto de participar da criação de ficções sobre a minha vida. Não era bem isso que eu tinha em mente quando saí do armário trinta anos atrás.
Tenho três filhos que têm cinco pais, mais ou menos, e não vejo por que eles não devam ter cinco pais reconhecidos por lei… Conheci a minha nova parceira, e ela havia acabado de ter um filho, e o pai biológico dessa criança é o meu irmão, e o pai biológico da minha filha é um homem que mora na Rússia, e meu filho adotivo o considera seu pai. Então, os cinco pais se dividem em dois grupos de três… E, na verdade, eu gostaria de viver sob um ordenamento jurídico capaz de corresponder a essa realidade, e não acho que isso seja compatível com a instituição do casamento.”
(Fonte: http://www.abc.net.au/radionational/programs/lifematters/why-get-married/4058506)
Por um bom tempo, os defensores do casamento natural tentaram demonstrar que o verdadeiro programa por trás das organizações de pressão homossexual não é a igualdade no casamento, e sim a completa total decomposição do casamento e a erradicação dos valores tradicionais da sociedade. (Isso acabará incluindo iniciativas de silenciamento e punição a algumas igrejas que defendem abertamente seus ensinamentos religiosos sobre casamento e moral sexual).

Embora poucos tenham sido tão francos quanto foi essa ativista lésbica na entrevista, há exemplos numéricos que comprovam seus argumentos. Tendo recebido a oportunidade de se casar após a promulgação de leis, uma proporção relativamente pequena de homossexuais sequer se preocupa em se casar, em comparação com os heterossexuais. Isso provoca um debate sobre a verdadeira necessidade de desconstruir o casamento pela extensão “justa” de suas vantagens. Apenas 12% dos homossexuais da Holanda se casam, em comparação com 86% dos heterossexuais. Menos de 20% dos casais de mesmo sexo que já vivem juntos na Califórnia se casaram quando tiveram a oportunidade de fazê-lo em 2008. Por outro lado, 91% dos casais heterossexuais da Califórnia que vivem juntos são casados.

Obviamente se trata de uma mudança cultural e da destruição da ética familiar tradicional, pois, aparentemente, a maioria dos homossexuais que vivem juntos nem precisa nem deseja se casar, embora desejem alterar radicalmente o conceito de casamento.

Os gays e as lésbicas são livres para viver como quiserem, e a sociedade atual os aplaude sem reservas, como nunca na história, mas eles não têm o direito de reescrever o significado do casamento para o conjunto da sociedade.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sobre tatuagens e a degradação dos valores

O que a humanidade está fazendo consigo mesma no mundo ocidental?

O que é essa moda de tatuagem que assola o mundo? O corpo deixou de ser íntimo e pessoal para se tornar uma tela ambulante. Parece que cada vez mais pessoas ostentam uma, duas ou vinte e duas tatuagens. E essa moda não se restringe a um país, a um grupo étnico ou a uma religião - ela atravessa fronteiras e países, atingindo ricos, pobres, gordos, magros, homens, mulheres, brasileiros, americanos, alemães, espanhóis... em todos os lugares, todos estão marcados.

Esse orgulho em emporcalhar o corpo é, no mínimo, bastante difícil de explicar. O corpo não deveria ser um repositório do nosso "eu"? Não vou nem entrar no mérito do que a Bíblia ou as principais religiões monoteístas dizem sobre o assunto. Entretanto, fico pensando se a tatuagem não seria, na prática, um anátema, pois, ao mesmo tempo e que oculta a personalidade da pessoa por trás de uma autoflagelação, também rotula quem se tatua e a relega a uma classe ou categoria específica de pessoas.

A tatuagem, que, em determinado momento, parecia ser uma prática em vias de extinção, voltou sedenta de vingança. Há uma paixão cega e delirante por elas, e não há limites para o que vemos desenhado ou escrito nesses verdadeiros filmes. Desde as fantásticas e alegóricas até o puro e simples grotesco, toda a gama da imaginação infantil se desnuda diante de nós. O decoro (esse conceito démodé) foi jogado na lata do lixo. Será que quem se tatua pretende expor um argumento sem precisar abrir a boca, pôr a nu seu verdadeiro "eu", sua identidade e sua personalidade, enfim, aquilo que faz cada um de nós um ser humano distinto, complexo e interessante? Certos grupos (índios, africanos, entre outros), pintam seus corpos e/ou rostos para uma finalidade específicas, normalmente de natureza ritual. Entretanto, ficar para sempre marcado com uma mensagem ou um desenho se compara a usar as mesmas roupas ou aferrar-se à mesma visão de mundo por toda a vida. Se pensarmos nisso com calma, é uma baita maldição, pois devemos evoluir, nos acrisolar, e refinar nossa maneira de ser ao longo do tempo, mesmo sob pena de contradição.

Normalmente são os jovens que se embriagam com essa postura embotada, e, às vezes, isso pode ter um significado de desafio e provocação, mas quase sempre se trata de um ato irrefletido.

Em tempos d'antanho, uma tatuagem significava algo. Era uma marca, um sinal que diferençava quem a envergava. Era necessário merecê-la, como um distintivo de coragem ou ousadia, e, na maioria das vezes, eram características de marinheiros ou presidiários. Normalmente, a pessoa carregava apenas uma, simbolizando um amor perdido, a pista de um tesouro enterrado ou alguma outra coisa extravagante. Havia mistério por trás das tatuagens; havia uma história. Hoje em dia, não mais. Hoje, as tatuagens são como construções modernas: pêle-mêle, confusas, feias tout court.

Quando algumas práticas entram na moda, normalmente a idéia ou a motivação original por trás delas perde todo o sentido e a finalidade, gerando exatamente o oposto da intenção primeira. Essa moda perpétua, contudo, anula a si mesmo. Algumas pessoas amadurecem e se dão conta de que aquilo que consideravam original ou exclusivo em um determinado momento perdeu o encanto ou o atrativo. E isso é ainda mais verdadeiro nestes tempos em que os prazeres imediatos são a norma.

Enfim, queiramos ou não, assim como a lei da gravidade age, tatuagem não é uma coisa bonita de se ver.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Depressão: o que é e de que se alimenta?

Depressão é assunto popular, de modinha. Aliás, é in, é cool, se apresentar como uma pessoa deprimida. Sujeito ganha carinhos e afagos automaticamente.

Para muita gente, a depressão é conseqüência de um desarranjo bioquímico do organismo. Claro que é. Entretanto, essa conseqüência é o resultado de um antecedente: desânimo existencial. É preciso que haja um mecanismo de ordem emocional para que surja a depressão na vida diária de uma pessoa.

"Ah, John, mas e o idoso?" O idoso, por estar perto do fim, tem uma consciência mais aguda da sua finitude, e isso provoca a depressão. Por isso é importante que a pessoa esteja intensamente envolvida com alguma atividade, seja ela qual for, e independentemente da idade.

Quando a pessoa está intensamente e realmente motivada por alguma coisa, ela não se deprime.

Ouço pela aí que jovens na flor da idade apresentam crises depressivas. Nada mais natural. É o resultado da percepção do vazio que são suas vidas. Eles têm a certeza de que suas atividades não lhes preenchem. Isso abre as portas para a depressão, a qual leva a toda sorte de desatino.

É isso aí, meus filhos: quando a pessoa está ativa, motivada, entusiasticamente ligada a alguma coisa, não há tempo para a depressão. A depressão é o resultado de um mecanismo deflagrador de ordem emocional. Por isso, dependendo da gravidade da depressão, é preciso, sim, um tratamento bioquímico, mas também a psicoterapia. Sem a psicoterapia, a pessoa jamais conseguirá ver o que de fato a arrasta para a depressão. O resto são interesses escusos dos grandes laboratórios internacionais e de médicos inescrupulosos.

Coréia do Norte ameaça mandar o armistício pro espaço

A "riscada de faca" da Coréia do Norte está deixando o mundo pouco inquieto. O mundo inteiro, menos Obama, aparentemente.

Os líderes norte-coreanos anunciaram na terça-feira que estão dispostos a se livrar do armistício da Guerra da Coréia (1950-1953). Trata-se de uma reação aos planos dos EUA e da Coréia do Sul de realizar exercícios militares com a duração de dois meses.

O regime de Pyongyang também afirmou que vai cortar suas "linhas diretas" com a Coréia do Sul e com os EUA se os exercícios militares não forem cancelados.

O que a Coréia do Norte não consegue reconhecer é que suas ações de agressão durante a fase de ascensão do ditador de plantão Kim  Jong-Un deixaram o Ocidente  meio "cozido". Marinheiros sul-coreanos foram mortos em um ataque surpresa da Coréia do Norte há mais de um ano. Além disso, uma instalação insular próxima a Seul (capital da Coréia do Sul) foi repentinamente bombardeada.

A China e a Rússia indicaram que ficarão ao lado dos outros países do Conselho de Segurança da ONU para impor sanções ao beligerante regime norte-coreano. Entretanto, mesmo com uma resolução da ONU, que usou palavras pesadas, a China e a Rússia mui provavelmente apoiarão os norte-coreanos, como sempre fizeram. Isso mantém os EUA e seus aliados Japão e Coréia do Sul com sua atenção voltada para um regime ermitão, ignorando as ações chinesas e russas, e isso já funcionou em outros tempos.

Os EUA continuam usando a ONU para castigar a Coréia do Norte, mas, devido à péssima política interna de Obama, o país não é capaz e não está disposto a reagir com firmeza aos testes nucleares norte-coreanos. Em vez de agir, o verborrágico presidente tem concentrado a maior parte do seu capital político no confisco e no aumento de impostos, ao mesmo tempo em que culpa os Republicanos. O confisco sempre foi a idéia de Obama, mas ele jamais vai admitir isso.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A morte de Chavez gera chuva de encômios da mídia

Quando começou a correr o mundo a notícia da morte do presidente-ditador comunista Hugo Chávez, a grande imprensa esquerdista revirou os olhinhos, desmanchando-se em encômios ao populista Venezuelano recém-defunto.

Chávez, morto aos 58 anos de idade, deteve o poder e oprimiu seu povo para implementar sua visão de um "Estado Bolivariano", fazendo eco aos dias de glória da Venezuela e da América Latina comandada por Simon Bolívar. A Reuters publicou fotos do ditador morto com o título "As frases mais memoráveis de Chávez" e um artigo intitulado “A morte d Chávez deixa vácuo esquerdista na América do Sul”, como se fosse ruim que o populismo esquerdista de Chávez ficasse sem um líder. O deputado norte-americano José Serrano (um Democrata que representa o distrito Bronx South na cidade de Nova Iorque) tuitou seu elogio a Hugo Chávez com as seguintes palavras:


"Hugo Chávez foi um líder que entendia as necessidades dos pobres. Ele se empenhou em dar poder aos sem-poder. Descanse em paz, Sr. Presidente.

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter disse que todos deveriam se lembrar de Chávez, e lembra "seu legado positivo" de redistribuição socialista da riqueza. Pena que Jimmy não falou das estatísticas estratosféricas de criminalidade que acompanharam o trabalho de redistribuição.

A manchete da Associated Press dizia: “Mesmo após a morte, Chávez tem a opção do sucessor” e indica que a influência de Chávez se sente d'além-túmulo.

Nicolás Maduro, vice-presidente e herdeiro nomeado de Chávez, está pronto para concorrer contra o principal líder oposicionista Henrique Capriles. As pesquisas indicam que Maduro está liderando, mas Capriles acusou os institutos de pesquisas de um viés pró-Maduro.

Não é ridículo? Ou seria apenas a inclinação da grande mídia posta em prática?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um papa socialista negro após um presidente socialista negro