Mostrando postagens com marcador África do Sul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador África do Sul. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Mandela, o comunista

Nelson Mandela era comunista. Isso está fora de discussão. Embora a maioria das pessoas ache que essa inclinação ideológica não importa, ela está na própria essência de quem ele foi. Ele nunca criticou o comunismo. Ele nunca se desculpou por adotar o comunismo. Ele nunca pôs a nu a natureza destruidora de almas do comunismo. Nesse aspecto, Mandela foi como Robert Mugabe, o hediondo dirigente marxista do Zimbábue, mas não essencialmente ruim como Mugabe.

Mandela se tornou comunista porque precisava do comunismo para pôr fim ao domínio branco dos africâneres na África do Sul? Não. O comunismo não era necessário para combater o realíssimo legado racista do colonialismo europeu.

Na ex-colônia britânica da Rodésia, o bispo Muzorewa foi eleito, em 1979, primeiro ministro do que se tornaria a nação independente do Zimbábue, e esse religioso metodista negro foi aceito por negros e brancos. Em 1980, o comunista Mugabe, mediante o uso de violência exacerbada e intimidação, forçou a realização de novas eleições, vencidas por ele. O carniceiro Mugabe está no poder há 33 anos.

O bispo Muzorewa representava tudo o que se pode querer de um líder político negro. Ele foi a Israel em 1983 e conclamou o Zimbábue a estabelecer relações diplomáticas com aquele país. Muzorewa começou uma greve de fome quando Mugabe começou a eliminar toda a oposição política.

O comunismo é, ainda, uma das piores coisas que já aconteceu à África, e, como Muzorewa demonstrou, era claramente desnecessário à libertação dos negros. Na verdade, a esmagadora maioria das vítimas dos gangsteres comunistas negros africanos consistia em seus opositores negros que não eram comunistas, fato sobejamente comprovado pelos exemplos de países como Angola, Etiópia e Moçambique.

Ainda mais perverso no comunismo de Mandela é o fato de que o Partido Nacional, dos africâneres holandeses (paladino do racismo e da intolerância contra a minoria branca inglesa e seu Partido Unionista) era composto por bolcheviques fervorosos. O fato histórico é que os africâneres supremacistas brancos apoiaram o bolchevismo desde o início.

general James B.M. Hertzog, líder do Partido Nacional, afirmou, num discurso de novembro de 1919 em Pretoria (noticiado aqui):
"O bolchevismo, digo eu, é a vontade do povo de ser livre, governar a si mesmo e não se submeter a um invasor estrangeiro. Por que as pessoas querem oprimir e acabar com o bolchevismo? Porque a liberdade nacional significa a morte para o capitalismo e o imperialismo. Não temamos o bolchevismo. A idéia em si é excelente". (1)
Seu vice, Daniel F. Malan, afirmou, em 23 de janeiro de 1920, em Vryburg: "Os bolcheviques representam a liberdade, assim como o Partido Nacional" (2). Em 1922, o Partido Nacional formou uma "Frente Unida" com o Partido Comunista e o Partido Trabalhista. No Congresso do Partido Nacional em 1924, que ratificou o pacto entre o Partido Trabalhista e o Partido Nacional, Malan afirmou novamente que ambos "se opunham diametralmente ao domínio capitalista e monopolista e à exploração do povo".

Em 1989, Walter E. Williams escreveu um excelente livro, South Africa's War Against Capitalism ("A Guerra da África do Sul Contra o Capitalismo"), que demonstra amplamente que os dirigentes brancos africâneres do país haviam aceito em grande parte os princípios do socialismo radical. O comunismo, adotado por Mandela, era compatível com a odiosa supremacia branca dos africâneres, e, embora pouca gente tenha se dado conta, o comunismo sempre considerou a intolerância racial atraente.

O próprio Karl Marx era anti-semita e racista. Numa de suas cartas a Engels, ele escreveu sobre seu colega socialista Lassalle: 
"Agora está bem claro para mim (como também provam o formato da cabeça dele e a maneira como seu cabelo cresce) que ele descende dos negros que acompanharam a fuga de Moisés do Egito (a menos que sua mãe ou avó paterna tenham cruzado com um preto*). Agora, essa mistura de judaísmo e germanidade de um lado, e a estirpe negróide de outro, devem inevitavelmente gerar um produto peculiar. A impertinência do sujeito também é típica dos pretos*".
Carta de Marx a Engels em Manchester, 30 de julho de 1862.
Marx/Engels Collected Works, Volume 41, p. 388;

A maioria russa que dominou a União Soviética exterminou milhões de minorias, transformou o Cazaquistão num enorme aterro radioativo e instituiu o anti-semitismo que deixou toda uma classe de judeus, os отказник ("otkazik", rejeitados) implorando o direito de partir e se instalar em Israel. A China comunista é igualmente perversa, como bem podem dizer os tibetanos e os uigures.

O comunismo é a pior fé que já encontrou abrigo nos corações humanos. O fracasso da descomunização após a queda do Império Soviético, o esmagamento do levante dos estudantes na Praça Tiananmen e o peso esmagador das provas sobre os milhões assassinados pelos comunistas (hoje em dia, 100 milhões é uma estimativa conservadora, ainda muito pior do que o Holocausto) são os crimes morais mais destacados de nossa época.

As pessoas podem pensar em Nelson Mandela como um "bom comunista" e, talvez ele tenha sido, mas isso não é melhor do que chamar Albert Speer de "um bom nazista", Ambas as coisas são oxímoros perfeitos.

------------------------------------------------

(1) Hertzog, J.B.M. Die Hertzogtoesprake. Vol. 4. du Toit Spies; F.J., Krüger; D.W.; e Oberholster, J.J. Perskor (Org,), 1977, pp. 141-142. Tradução direta do africâner pelo autor deste artigo.

(2) Budlender, Geoff. "Civil Rights and the University", Pro Veritate, 15 de abril de 1973, p.21.

(*) No original, "nigger".

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Aos que canonizam Nelson Mandela...



O recém-defunto Nelson Mandela sempre foi um comunista. Ele chegou a escrever um livrinho intitulado “Como Ser um Bom Comunista”. Ele foi um dos fundadores e diretores de uma organização terrorista chamada Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação). Ele nunca deixou de admirar tiranias e ditaduras vermelhas.

O Mahatma Gandhi foi uma pessoa bastante cruel. Ele mantinha deliberadamente os mais ou menos 50 indianos que trabalhavam em sua fazenda na África do Sul (conhecida como “Fazenda Tolstoi”) em estado de desnutrição para tentar provar a teoria de que o corpo podia aprender a sobreviver praticamente sem alimento. Além disso, Mandela não pagava salários aos trabalhadores, portanto não é errado chamá-los de escravos. Ele abandonou a esposa e os filhos que teve no tempo em que passou na África do Sul, deixando-os à míngua quando voltou à Índia. Em 1946 ele comentou sobre o Holocausto: “Os judeus deveriam ter se oferecido ao cutelo do açougueiro”. Ele confessou ser um libertino antes de criar a teoria de que o corpo poderia se adaptar a viver sem sexo. Então, depois de velho, para provar sua capacidade de resistir às tentações, ele fazia com que mocinhas "casadoiras" dormissem ao seu lado sem nunca tirar proveito delas. Nunca foi registrado o que as mocinhas achavam da experiência. Ele era, ainda, um impostor. A imagem que ele gostava de projetar, de um homem que não precisava de nada além de um trapo para vestir e uma roca para fiar, foi desmentida pela despesa astronômica com que o Ministério das Relações Exteriores britânico precisou arcar em 1931 para atender à sua exigência de “viver entre os pobres” no East End de Londres. Eles precisaram comprar casas, reformá-las, providenciar segurança, mobiliá-las com os melhores móveis, mas deixando para o Mahatma uma sala nua onde ele poderia se reunir com diplomatas e com a imprensa. Se ele exigisse um andar inteiro do Ritz, isso custaria menos aos seus anfitriões.

Gandhi morreu há muitos anos. Mandela morreu hoje. O obituário no New York Times é quilométrico, e os portais de notícias (além das redes sociais) estão grávidos de encômios e encomiastas louvando-o desavergonhadamente (além disso, há críticas sobre ele por ser muito brando ou muito radical, dependendo do ponto do espectro político de onde vêm as críticas). Mas Mandela, assim como Gandhi, será tão imortalizado quanto um mortal pode ser.

A raça humana precisa de salvadores heróicos. Ela precisa de Mandelas e Gandhis, assim como precisou de Moisés, Jesus Cristo, Maomé e Buda.

Para quem não enxerga além da superfície, Mandela deve ser retratado como o herói-mártir que comprou da opressão branca a liberdade dos negros, com seu longo tempo no cárcere; que deu um exemplo de perdão; que manteve a paz apesar da intensa provocação para que recorresse à violência. Ele deve ser retratado como um modelo de virtude paciente sob o jugo da opressão racista, a vítima perfeita, sem espírito vingativo, que ascendeu à nobre liderança de uma nova África do Sul democrática.

Esse retrato é falso, assim como é falso o retrato de um homem bom e simples de Gandhi. E Gandhi não libertou a Índia do Raj britânico com seu movimento de resistência passiva mais do que Mandela derrubou o apartheid com sua liderança revolucionária exercida sem sair da cela de uma prisão.

Mas a verdade sobre Mandela e Gandhi não terá muita importância. Ela não fará nenhuma diferença para aquilo que eles devem representar a fim de saciar uma necessidade humana. O ídolo Mandela é maior, muito maior, do que o verdadeiro homem, assim como o ídolo chamado Gandhi. Em ambos os casos, o mito já tomou o lugar do homem.

Salvadores eles permanecerão no inconsciente coletivo, seguirão sendo as personificações de ideais mantidos com fervor. Com a mesma profundidade que os ideais são necessários, as personificações desses ideais serão adoradas e reverenciadas, sendo-lhes negados as fraquezas e os vícios na mesma medida em que os ideais em si podem ser renegados. Nossos ídolos nos provam que nossas mais elevadas aspirações morais podem ser alcançadas; que somos seres capazes da perfeição. Em É a nossa vaidade que os preservará.