domingo, 25 de agosto de 2013

Amarildo mártir? Faz-me rir!

Brasil e mundo estão em polvorosa com a morte do tal do Amarildo, e o objetivo é inscrevê-lo no rol dos mártires e heróis da Pátria, com o apoio amplo, geral e irrestrito da mídia. Essa iniciativa tem dois objetivos claríssimos: desestabilizar a polícia militar e encher de mimos e afagos o o narcotráfico.

A campanha para responsabilizar a PM a qualquer custo pela morte de Amarildo, cujo reflexo mais visível são as mobilizações quase diárias nas ruas, está sendo "cozida" por organizações internacionais desabridamente interessadas no fim da corporação, sob o pretexto de que a militarização da polícia constitui violação atroz do que elas definem como “direitos humanos”.

Em 2012, a ONU, sob pressão do lobby dos “direitos humanos”, cuja preocupação se resume ao bem-estar da bandidagem, já recomendou ao Brasil, em flagrante interferência com a soberania do país, que a "desmoralizada" Polícia Militar fosse extinta.

A rigor, esse clima de guerra contra a PM e o governo do Sérgio Cabral uma motivação bastante definida: o modelo adotado de combate ao narcotráfico, que foi um dos seus poucos acertos. Sem sombra de dúvida, no momento azado, esse modelo causaria enorme desconforto entre as alas esquerdas mais radicais no Brasil e em outros países.

Além disso, é incontestável que os policiais militares são defensores da lei e da ordem, defesa essa que, para os esquerdistas, é sistematicamente contestada como instrumento de pura e simples repressão.


A ocupação das favelas através das UPPs obrigou os narcotraficantes e seus parceiros esquerdistas a "apertar o cinto", pois consumo e distribuição foram severamente prejudicados, mas o impacto mais importante se deu nos desdobramentos políticos da medida.

As ramificações dessa rede satânica se encontram em quadrilhas internacionais (como as FARC) e nacionais (por exemplo, Comando Vermelho e PCC). Isso é sabido e consabido de longa data. Leiam o trecho abaixo (o grifo é meu):
Dezoito traficantes da facção criminosa Comando Vermelho, que domina o tráfico de drogas em várias favelas no Rio de Janeiro, vão periodicamente à fronteira do Brasil com a Colômbia para comprar cocaína diretamente com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os bandidos são alvo de investigação da Polícia Federal.
Eles ocuparam o espaço que já foi exclusivo de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, até ele ser capturado, há cinco anos. A prisão do megatraficante - que era responsável pela distribuição de drogas na maior parte das favelas do Rio - foi justamente em território colombiano.”
(link da notícia aqui)

Em 2010, uma reportagem d'O Estado de S. Paulo denunciava a ligação entre os interesses políticos e ideológicos do PT e o narcotráfico, intermediados pelo trabalho do Foro de São Paulo, deixando patente a aliança entre o PT e as FARC - denominada pelo PT como um mero “movimento insurgente”, apesar de suas atividades claramente criminosas. Eis um trecho da reportagem:
“O Foro reúne-se periodicamente com os partidos-membros e simpatizantes para avaliar estratégias e táticas que favoreçam o ideal que o gerou. Lula, que disse mais de uma vez que nunca foi de esquerda – e outras tantas que é -, divide com Fidel Castro as honras de personagem mais ilustre do Foro. 
Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Daniel Ortega (Nicarágua) e Rafael Correa (Equador) são outras figuras ilustres a integrá-lo. Nele, debatem-se as conjunturas dos governos do continente: impasses, soluções, ações e reações, de acordo com uma visão estratégica que se afine ao objetivo que o inspira. 
As Farc, apesar de seu perfil criminoso, sempre foram recebidas como grupo político legítimo no âmbito do Foro, participando intensamente dos debates. O PT diz que as relações das Farc com o Foro foram rompidas depois que abandonaram, a partir de 2002, as negociações para um acordo de paz na Colômbia e enveredaram pelo caminho dos seqüestros e do narcotráfico. 
O governo Lula diz jamais ter tido qualquer tipo de contato com as Farc, mas recusa-se a classificá-las como terroristas. Consideram-nas um grupo insurgente. Nada mais.”
Para quem quiser ler a íntegra da reportagem, o link está aqui.

Aliás, recomendo a leitura integral da reportagem para entender um pouco desse quebra-cabeças macabro. As conexões são irretorquíveis.

Obviamente, querida leitora, não sou ingênuo a ponto de ignorar que o crime organizado polui a política, e que a onda de protestos dirigida a Sérgio Cabral, às UPPs e à PM é comandada e organizada pela ala mais corrupta e radical da esquerda, que se beneficia direta ou indiretamente do narcotráfico.

A demagogia da campanha para localizar o corpo do tal do Amarildo clama aos céus e pede castigo. Hoje, o Amarildo está em vias de ser transformado em herói da esquerda radical, que se compraz em fabricar mártires para suas causas (que, além disso, fornecem nomes para o batismo dos tais "coletivos" e "espaços comunitários" dessa gente), pois o catecismo revolucionário pelo qual rezam prega que os fins justificam os meios.

Segundo o delegado Ruchester Marreiros, Amarildo era um bandido que favorecia as ações de narcotraficantes na favela da Rocinha. Deu no Terra em 8 de agosto (os grifos são meus, todos meus, o martelo também):
“O delegado assistente responsável pela investigação que resultou na operação Paz Armada, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, acusou, em entrevista à rádio CBN, que o delegado Orlando Zaccone descartou o relatório dele que indicava que o pedreiro Amarildo de Souza e a mulher, Elisabete, faziam parte do esquema de tráfico de drogas da comunidade. Segundo Ruchester Marreiros, Amarildo facilitava reuniões de traficantes na casa dele e permitia que a residência fosse usada como rota de fuga, além de dificultar ações policiais na favela. 
‘Fizemos um trabalho de investigação que não foi levado em conta pelo delegado e nem pela promotoria’, disse Ruchester, que indicou no relatório que Amarildo e outro adolescente ligado ao tráfico teriam danificado as câmeras da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.”
Contudo, quando o delegado começou a investigar o caso com isenção e seriedade à toda prova para chegar à verdade dos fatos, ocorreu algo "mágico": seu trabalho foi para a lata do lixo. Sua versão e as provas obtidas foram varridas para debaixo do tapete. Afinal, para os esquerdistas, quem é ele para arranhar a imagem de mártir do Amarildo, n'est-ce pas?.

O poder da esquerda, exercido em grande parte pelo controle da imprensa e por seu dinheiro sujo, tem o condão de fabricar as versões mais proveitosas para ela (afinal, "estamos em guerra com a Lestásia. Sempre estivemos em guerra com a Lestásia). Tal é esse poder que vem se infiltrando nas instâncias investigativas oficiais e judiciárias. Alguém é irresponsável a ponto de duvidar disso?

Quem se lembra da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida desde 2008?



As esquerdas radicais "cantaram e andaram" quando a jovem que sumiu, muito provavelmente vítima de execução por maus policiais militares.

Ocorre que a imprensa não deu a esse caso um décimo da importância dada ao caso Amarildo. Pensem: a jovem era branca, não era favelada, na época praticamente não havia UPPs, e o caso não envolvia narcotráfico.

Enfim, as esquerdas se preocupam exclusivamente com o Amarildo. Quanto ao caso Patrícia, o máximo que farão será usá-lo em proveito da sua campanha pela extinção da PM.

Sei que o texto está longo, mas estou chegando aos finalmentes.

Amarildo já foi canonizado pela igreja (lato sensu) macabra das esquerdas. É perfeito para ser aproveitado como o arquétipo da vítima de abuso policial: negro, pobre, favelado, etc.

Nesse contexto, Amarildo é usado (e abusado post mortem) como mártir da causa da esquerda contra as UPPs, que levam a pecha de opressoras da população da "comunidade" (novilíngua para "favela"), muito embora a maior probabilidade, segundo as investigações do delegado Ruchester, seja de que Amarildo tenha sido mais um bandido morto pelos próprios traficantes.

Parafraseando Euclides da Cunha, "o esquerdista é, antes de tudo, um esquizofrênico". Esquerdismo é, sim, doença mental grave. Por isso, tratam casos semelhantes de maneira ambivalente e cínica. O caso Amarildo ganha os holofotes da imprensa unicamente mercê do perfil do defunto, do ambiente político do momento e dos interesses que circundam sua morte; o caso Patrícia, por sua vez, é simplesmente esquecido.

Para dizer a verdade, do ponto de vista humano, as esquerdas estão se lixando para ambos os casos.

A família de Patrícia, decente, não quis fazer da morte dela um fato político. Já a família de Amarildo (certamente tendo recebido "afago$ e agrado$"), deixa-se manipular pela caterva da esquerda radical interessada em canonizá-lo por ser ele uma vítima de suposta opressão policial e em busca de mero pretexto para a campanha contra a PM.

A articulação entre o narcotráfico nacional e internacional e a esquerda saltam aos olhos, tendo seu núcleo político e diretivo no Foro de São Paulo. O dinheiro gerado pelo crime organizado abastece o caixa-dois de partidos, movimentos sociais e ONGs de esquerda, e a repressão efetiva ao narcotráfico faz rarear esses recursos.

Para acabar: contar o caso Amarildo e falar sobre ele sem expor todas essas questões equivale a contar a versão "amputada" da comissão da "meia-verdade" de que os militares foram torturadores. É intelectualmente desonesto reduzir o assunto sem analisar os interesses desse macabro esquema internacional.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Resenha: In Praise of Prejudice ("Elogio ao Preconceito"), de Theodore Dalrymple


Certa feita, uma pessoa me disse que a essência da sabedoria é a capacidade de fazer distinções. Ele disse o seguinte: "Os esquimós têm 14 (a memória me trai sobre o número exato, mas a idéia é essa) palavras diferentes para se referir à neve. Em português, só temos uma: 'neve'. Então, quem sabe mais sobre a neve?"

Intencionalmente ou não, essa pessoa tem um argumento muito bom para defender que a capacidade de detectar e exprimir distinções é o coração da sabedoria. O livro dos Provérbios, que é o livro da sabedoria mais conhecido do cânone judaico-cristão, é, essencialmente, uma lista de argumentos que incentiva a discriminação: sabedoria é X, estupidez é Y; uma mulher "para casar" é X, uma mulher que merece ficar sozinha é Y; um homem de Deus é X, um gentio é Y, e assim por diante. Hoje em dia, o que mais vemos pela aí são pessoas estúpidas às mancheias. Não se enganem: um dos principais motivos pelos quais as pessoas se estupidificaram é a perda da capacidade de fazer distinções, tenham elas perdido ou abandonado essa capacidade voluntariamente ou por meio de intimidação.

A capacidade de fazer distinções é conhecida como "discriminação". Quando falamos de um enófilo experiente (por exemplo, eu), dizemos que ele sabe "discriminar um bom vinho de uma zurrapa". As noções que levamos na mente em virtude do conhecimento profundo sobre vinhos (ou cervejas, ou chocolates, ou carros de luxo, whatever) são, naturalmente, chamadas de "estereótipos" (por exemplo: o Sauvignon Blanc chileno é uma 'bomba de maracujá'; cervejas comerciais brasileiras são como urina engarrafada; os chocolates suíços são quase sempre os melhores; etc.) A idéia de que certas coisas são preferidas ou rejeitadas de acordo com o conhecimento que adquirimos sobre elas é conhecida como "propensão" ou "preconceito".

Hoje em dia, "preconceito" é uma palavra estigmatizada. Os esquerdistas (tanto aqui em Banânia quanto alhures) conseguiram convencer a todos de que: 1) o preconceito em geral é ruim porque o preconceito racial é ruim, e 2) pessoas realmente inteligentes não têm idéias preconcebidas de espécie alguma e passam o tempo todo tentando reinventar a verdade. No campo da Política, esse tipo de pessoa é classificada como "moderada". Já, quem trabalha num canteiro de obras chama esse tipo de pessoa simplesmente de "idiota".

Todos nós trabalhamos com estereótipos e preconceitos, e a vida seria inviável sem eles. Durante a infância, os pais tentam instila em seus filhos determinadas idéias para que eles entendam como o mundo funciona e para que eles consigam interagir com o mundo de maneira segura. Depois, os filhos acabam entrando numa universidade onde algum professor esquerdista tenta arrancar deles os "preconceitos", fazendo-os voltar à infância.

Vou dar um exemplo banal: sempre que eu entro num cômodo e vejo um interruptor na parede, pressuponho que, se acionar esse interruptor, uma luz se acenderá (seja nesse cômodo ou nalgum outro lugar). Esse estereótipo do interruptor é bastante útil. Em vez de perder um tempo absurdo "dialogando" com o interruptor quando entro num cômodo para tentar conhecê-lo sem interferências externas, eu vou até ele com ar "boçal e soberano" e - surpresa das surpresas, uma luz se acende nalgum lugar!

Isso pode dar errado? Pode, é claro. Quando me mudei para a casa onde moro atualmente, acionei um interruptor na cozinha, esperando que uma das luminárias se acendesse. Qual não foi minha surpresa quando ouvi o irritante barulho do exaustor de parede. Às vezes, aciono um interruptor e não acontece nada, ou pelo menos aparentemente acontece alguma coisa. Sempre que não acontece nada quando eu aciono um interruptor, me lembro de uma cena que vi num seriado, em que o sujeito apertou um botão várias vezes e aparentemente não aconteceu nada, mas, depois, ele viu que a porta da garagem do vizinho estava subindo e descendo.

"Onofre..."
Contudo, o número de vezes em que eu me enganei em relação a um interruptor é ínfimo. E quando encontro um interruptor que aparentemente não acende uma lâmpada, sou suficientemente inteligente para desconfiar que ele serve para ligar o ventilador de teto, o exaustor, a cadeira elétrica, ou para explodir uma bomba na casa do meu vizinho inconveniente. Com esse circunlóquio todo, quero dizer que é melhor viver com a predisposição de achar que esses tipos de interruptores acendem luzes e, de vez em quando, lidar com as exceções do que entrar em cada cômodo sem predisposição alguma e esperar que os interruptores nos digam para que servem.

Levado às últimas conseqüências, o "politicamente correto" nos levaria a passar a vida inteira investigando interruptores de luz, mesmo sabendo, com 99,99999% de certeza, como as coisas da vida funcionam. Por exemplo, salta aos olhos de qualquer um que as mulheres são muito mais emotivas que intelectuais (o número de mulheres intelectuais que conheci na vida é pequeno, uma "meia dúzia de tres").

Salta aos olhos que um volume desproporcionalmente alto de crimes é cometido por pessoas que moram em favelas, embora os esquerdistas de plantão se regozijem ao dizer que as prisões realizadas nas "comunidades" (termo tão caro a eles) são um problema gravíssimo, mas não por causa da criminalidade! - Não, pelamordedeus! - mas por causa da falta de oportunidades econômicas, ou de escolas, ou de TVs de LCD, ou de Xbox, ou o que for.

Salta aos olhos que os petistas, PSOListas, PSTUzistas, e outros esquerdistas menos cotados e votados sejam as pessoas mais anti-intelectuais deste mundo, Qualquer estudo sério realizado por não-esquerdistas certamente constatará que os vermelhos tirariam notas baixíssimas numa prova com perguntas que versassem sobre questões factuais relacionadas à Política. E a lista poderia prosseguir ad nauseam....

Theodore Dalrymple vai muito mais fundo nesse assunto. Ele argumenta não só que o preconceito deveria ser deixado em paz (eu faço isso cotidianamente), mas incentiva e elogia de verdade o preconceito. Embora eu seja da opinião de que não devemos rechaçar nenhum conhecimento que chegue a nós, Dalrymple nos incentiva a buscar efetivamente oportunidades de exercer o preconceito! Bem, talvez não, mas seu livro In Praise of Prejudice ("Elogio ao Preconceito", em tradução livre - o livro ainda não foi publicado no Brasil) certamente pode e deve ser lido mais de uma vez (eu estou começando a segunda leitura).

Dalrymple nos incentiva a instilar em nossos filhos nossos preconceitos sobre temas como vida, filosofia, religião e política, e fundamenta esse incentivo: se não fizermos isso, "[nossos] filhos sempre escolherão a mesma coisa, aquilo que os atrair e gratificar da maneira mais imediata". Eles optarão por gastar em vez de poupar. Eles optarão por mentir para se livrar de problemas, em vez de desenvolver um caráter moral para dizer a verdade e arcar com as responsabilidades e conseqüências de seus atos. Eles optarão por se entupir de açúcar e, no futuro, encher o saco da família e dos médicos com os problemas derivados dessa escolha. Nesse aspecto Dalrymple acertou na mosca.

Dalrymple argumenta, ainda, que alguns preconceitos acabam provando ser verdadeiros e válidos (como provei acima a respeito dos interruptores) e devemos nos recusar a passar adiante esses falsos preconceitos (como o mito do Aquecimento Global, o mito de que "Homens e Mulheres são Iguais", e o mito de toda a plataforma petista), que podem acabar substituindo a verdade. Ele argumenta também que, ao fim e ao cabo, não instilar nas crianças os estereótipos e preconceitos corretos é um ato de extrema crueldade, pois, dessa forma, elas serão lançadas no mundo sem os instrumentos mínimos para participar da realidade, ficando à mercê de vigaristas e mentirosos de toda sorte (por exemplo, Lula e Dilma). Outro argumento de Dalrymple é que, no fim das contas, o preconceito é inevitável, pois o antigo preconceito contra os negros acabou sendo substituído pelo preconceito contra os brancos.

Ele afirma, com justiça, que nem a autoridade nem os usos e costumes (fontes freqüentes de preconceitos) são errados nem violentos por si mesmos. Na verdade, assuntos e fatos que circulam há tempo suficiente para se tornarem costumes têm maior probabilidade de estarem corretos ou serem verdadeiros do que assuntos e fatos vindos à tona em 1968, e questões das quais é possível falar com conhecimento de causa  são muito mais propensas a serem verdadeiras e corretas do que questões que precisam ser tratados com evasivas ou alusões vagas, do tipo "esperança e mudança".
Dalrymple afirma que, ao fim e ao cabo, "discriminação" significa "tomar uma decisão adequada", e que os esquerdistas, que nunca tomam decisões adequadas, aproveitaram a associação dessa palavra com "racismo" para entorpecer as faculdades cognitivas de três gerações. Ele observa que, quando era jovem, "Uma pessoa que não discriminasse, ou que não tivesse capacidade de discernimento, era uma pessoa sem gosto, sem moral ou sem intelecto [e, socialmente] provavelmente não tivesse discernimento em seu comportamento". Isso explica a popularidade do que se chama (incorretamente) funk. Infelizmente, a vida intelectual do brasileiro ficou tão poluída quanto a programação das rádios FM exatamente porque a falta de discriminação faz com que as pessoas percam a capacidade de discernir entre a verdade e a mentira, a beleza e a feiúra, ou mesmo entre o bem e o mal. Isso explica o BBB, o Teste de Fidelidade, o programa da Ana Maria Braga... Na vida intelectual brasileira, assim como na cultura pop destas plagas, o brega passou a ser o substituto constante da verdade.

Intelectos imponentes como Aristóteles, Platão (e Sócrates, através deste) e Adam Smith acreditavam no valor irrefutável do preconceito. Quem rechaça dez mil anos de história intelectual, filosofia e religião em favor do choramingo vago e emotivo da geração de 1968 deveria perceber que nós, conservadores, reconhecemos a "porrada" dos estereótipos exatamente porque os estereótipos vigentes antes de 1968 eram válidos, e que manter a capacidade de discernir entre o bom e o ruim é uma necessidade moral. Essa percepção não é uma tentativa de impor nossas crenças a quem quer que seja. Entretanto, a idéia radical de que cada indivíduo tem o direito de determinar sozinho o que é certo e errado, verdadeiro e falso é incompreensivelmente autista e orgulhosa. Embora as pessoas capazes de emitir uma opinião correta seja, muitas vezes, consideradas "arrogantes" ou, como dizem os franceses, remplies d'elles mêmes pelos pigmeus morais cujas dietas intelectuais e morais são ditadas pela cultura pop, não há arrogância mais radical do que rechaçar por atacado 10 mil anos de verdade e sabedoria em favor do direito de projetar um mundo "personalizado".

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Google: usuários do Gmail não devem esperar privacidade em seus emails

Tradução de matéria de Dominic Rushe no The Guardian de hoje (http://www.theguardian.com/technology/2013/aug/14/google-gmail-users-privacy-email-lawsuit)

google for nonprofits charities
O Google afirma que os autores da ação fizeram 'uma tentativa de criminalizar práticas
comerciais normais' que fazem parte do Gmail desde a sua criação. Foto de Walter Bier
Os usuários do Gmail não têm "expectativa cabível" de que seus emails sejam confidenciais, afirmou o Google em declaração apresentada ao tribunal.

O Consumer Watchdog, grupo de defesa que revelou a declaração, considerou a revelação uma "impressionante admissão". Ela vem no momento em que o Google e suas coirmãs vêem-se pressionados para explicar sua função na vigilância em massa de cidadãos norte-americanos e cidadãos de outros países pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA.

"O Google finalmente admitiu que não respeita a privacidade", afirmou John Simpson, diretor do projeto de privacidade do Consumer Watchdog. "As pessoas deveriam aceitar a sinceridade deles e agir proporcionalmente a ela: se você se preocupa com a privacidade dos emails das pessoas com quem se corresponde, não use o Gmail".

O Google expôs seu argumento no mês passado, buscando o arquivamento de uma ação coletiva que acusa o gigante da tecnologia de infringir as leis de interceptação de comunicações quando examina os emails a fim de dirigir anúncios publicitários aos usuários do Gmail.

Essa ação, interposta em maio, afirma que o Google "abre, lê e obtém ilegalmente o conteúdo das mensagens de correio eletrônico particulares das pessoas". Ela cita Eric Schmidt, presidente executivo do Google: "O Google tem por política ir até o limite do repugnante, e não ultrapassá-lo".

"Sem o conhecimento de milhões de pessoas, diariamente e durante anos, o Google sistematicamente e intencionalmente ultrapassou o 'limite do repugnante' para ler emails particulares que contêm informações que ninguém quer que alguém saiba, e para obter, coletar ou extrair informações valiosas dessas correspondências", afirma a ação.

Em sua petição pelo arquivamento do processo, o Google afirmou que os autores estavam fazendo "uma tentativa de criminalizar práticas comerciais normais" que fazem parte do serviço do Gmail desde a sua criação. O Google afirmou que "todos os usuários de e-mail devem, necessariamente, esperar que suas mensagens sejam passíveis de processamento automatizado".

Segundo o Google: "Assim como quem envia uma carta a um colega de trabalho não pode se surpreender caso a secretária desse destinatário abra a carta, quem usa sistemas de e-mail na Web hoje em dia não pode se surpreender caso suas comunicações sejam processadas pelo SCE [serviço de comunicações eletrônicas] do provedor do destinatário durante a entrega".

Citando outro processo sobre privacidade, os advogados do Googl afirmaram que "afirma-se muito pouco na petição inicial sobre a relação específica entre as partes e sobre as circunstâncias específicas [
das comunicações em questão] para levar à conclusão plausível de que, em tal comunicação, possa haver uma expectativa objetivamente cabível de sigilo".

Simpson, crítico de longa data do Google, afirmou: "as alegações preliminares do Google usam uma analogia equivocada. Enviar um e-mail é como entregar uma carta aos Correios. Eu espero que os Correios entreguem a carta de acordo com o endereço escrito no envelope, e não que o carteiro abra minha carta e a leia".

"Da mesma forma, quando eu envio um e-mail, espero que ele seja entregue ao destinatário previsto com uma conta do Gmail de acordo com o endereço eletrônico. Por que eu deveria esperar que seu teor fosse interceptado e lido pelo Google?"

sábado, 13 de julho de 2013

Liçãozinha sobre tributação

Diante do que ouvem dos sedizentes especialistas, as pessoas não podem ser culpadas por sua ignorância e confusão. Se uma dona de casa média precisa fazer malabarismo com seu orçamento incompreensivelmente minguante e vê um magnata num carro importado, blindado, prateado, com chofer (putz, sou velho!), ela pode muito bem pensar que só o prendedor de gravata do magnata resolveria todos os problemas dela. Ela não tem os instrumentos intelectuais necessários para saber que, se todos os luxos de todos os magnatas fossem expropriados, essa expropriação não alimentaria sua família, nem milhões de famílias semelhantes por uma semana sequer; nem tem ela como saber que o país inteiro morreria de fome no primeiro dia da semana seguinte. Ela não tem como saber essas coisas porque todas as vozes que ouve da hegemonia esquerdista dizem que devemos afogar os ricos na privada e puxar a descarga.

Ninguém diz à dona de casa que os impostos escorchantes incidentes sobre os ricos (e dos pequenos empresários) não vão sair do que eles gastam em bens de consumo, e sim dos seus investimentos de capital (ou seja, da sua poupança); esses impostos se traduzem em menos investimentos, ou seja, menos produção, menos empregos, preços mais altos por produtos mais escassos... e, quando os ricos precisarem diminuir seu padrão de vida, não existirá sequer padrão de vida para a nossa dona de casa, nem poupança, nem o emprego do marido dela, e nenhum poder no mundo (poder econômico, bien entendu) será capaz de ressuscitar as indústrias mortas (não existirá mais esse poder).

Entenderam?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Visão objetivista sobre a caridade

Amáveis leitores, hoje publico a tradução de algumas opiniões de Ayn Rand sobre a questão da caridade. Observem que eu assino embaixo de cada uma dessas opiniões.

Quem souber inglês e quiser conferir o original, eis o link: http://aynrandlexicon.com/lexicon/charity.html

***

"Minha opinião sobre a caridade é muito simples. Eu não a considero uma virtude essencial e, sobretudo, não a considero um dever moral. Não há nada de errado em ajudar outras pessoas se e quando elas forem dignas de ajuda e se for viável ajudá-las. Considero a caridade uma questão periférica. O que combato é a idéia de a caridade ser um dever moral e uma virtude fundamental.

Entrevista à Playboy, março de 1964

***

O fato de ninguém ter direito ao que é dos outros (ou seja, de ninguém ter o dever moral de ajudar alguém e de ninguém poder exigir ajuda como um direito) não exclui nem proíbe a boa-vontade entre as pessoas e não faz com que seja imoral oferecer ou aceitar assistência voluntária ou sacrificatória.

Foi o altruísmo que corrompeu e perverteu a benevolência humana, considerando o doador um objeto de imolação e o beneficiário um objeto digno de pena que detém uma hipoteca sobre as vidas dos outros, ou seja, uma doutrina extremamente ofensiva para ambas as partes, que não deixa às pessoas nenhuma opção além dos papéis de vítima de sacrifício ou de canibal moral.

Ao avaliar a questão por sua perspectiva correta, deve-se começar por rejeitar os termos do altruísmo e todo o seu horrível ressaibo emocional e, depois, examinar as relações humanas por um prisma diferente. É moralmente correto aceitar ajuda quando ela é oferecida não como um dever moral, mas como um ato de boa-vontade e generosidade, quando quem a oferece tiver condições de fazê-lo (ou seja, quando a oferta não implicar abnegação de sua parte), e quando a ajuda é concedida em contrapartida das virtudes de quem a recebe, não em contrapartida de seus defeitos, suas fraquezas ou de suas falhas morais, e não com base na sua necessidade em si.

"A questão das bolsas de estudo"
The Objectivist,  junho de 1966, 6

***

O método correto para julgar quando ou se alguém deve ajudar outra pessoa consiste em consultar o interesse próprio racional e sua hierarquia de valores: o tempo, dinheiro ou trabalho concedidos ou o risco assumido devem ser proporcionais ao valor da pessoa em relação à felicidade de quem ajuda.

Ilustro isso com o exemplo preferido dos altruístas: a questão de salvar uma pessoa que está se afogando. Se a pessoa a ser salva for desconhecida, é moralmente correto salvá-la quando o perigo para a vida de quem realizará o salvamento for muito pequeno; quando o perigo for grande, seria imoral tentar o salvamento: apenas a falta de amor-próprio permitiria que a pessoa não valorizasse mais a própria vida do que a de um estranho qualquer. (Por outro lado, se uma pessoa estiver se afogando, ela não pode ter a expectativa de que um estranho arrisque sua vida pelo bem dela, lembrando que a vida dessa pessoa não pode ser mais valiosa para o estranho do que para ela mesma).

Se a pessoa que precisa ser salva não for desconhecida, o risco que alguém deve estar disposto a correr será maior na proporção do tamanho do valor da pessoa para quem realizará o salvamento. Caso se trate da pessoa amada, é possível que exista a disposição de dar a própria vida para salvá-la, pelo motivo egoísta de que a vida sem a pessoa amada poderia ser insuportável.

"A ética das emergências"

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A pequena minoria dos adultos que não têm capacidade (e não dos que não têm disposição) de trabalhar precisa depender da caridade voluntária; uma fatalidade não concede a ninguém o direito ao trabalho escravo; não existe direito a consumir, controlar e destruir as pessoas sem as quais seria impossível sobreviver.

"O que é o Capitalismo"

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre Colégios Militares

Leio vários portais de notícias todos os dias pela manhã, e os leio com olhos de garimpeiro, olhos apurados e calibrados para identificar pepitas de ouro.

Nós, blogueiros, precisamos dessa visão calibrada para identificar boas notícias, que são raríssimas. Pois bem, achei uma no Correio do Povo, de Porto Alegre. Leiam-na. Continuo em seguida.



Voltei.
Essa gurizada (nada fandangueira) ganhou quatro medalhas de ouro e duas de prata. Aí eu fico a me perguntar por que os alunos dos colégios militares são os melhores? Porque são regidos, basicamente, por dois princípios indispensáveis para o sucesso na vida: DISCIPLINA INCONDICIONAL e MERITOCRACIA. Em outras palavras, a cada um segundo suas obras. Aos melhores, a aclamação, a distinção, os prêmios. Aos demais, a admoestação e a devida correção.

Na minha visão de mundo (aliás, a mais correta e justa que existe), quem não se alinhar aos princípios da disciplina e da meritocracia merece perecer e ranger dentes.

Todos temos lido e ouvido ultimamente histórias arrepiantes sobre da falta de respeito e disciplina dos alunos nas salas de aula, especialmente por parte dos "graudinhos", ou seja, daqueles filhos de pais que não passam de les rois de la merde: papai dono de loja, de empresa, algum doutorzinho zé-bunda,  que chegam grimpando no colégio. Me refiro principalmente aos colégios particulares, que passaram a ser meras instituições comerciais. Por instituições comerciais, os pais são clientes, e o cliente sempre tem razão. Acontece o diabo em sala de aula, os professores perderam a autoridade, e tudo isso dá no que vemos pela aí nas ruas.

Longa vida aos colégios militares do brasil. DISCIPLINA E MERITOCRACIA!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Me corrigir? É ruim, hein?

Hoje eu não tinha programado nenhum post (gosto de cozinhá-los bem antes de pôr na mesa), mas este aqui chega meio de supetão porque, no Twitter, acabei de tomar uma pisada no dedão daquelas de arrancar a unha. Será um post no melhor estilo "metralhadora".

Tuitei um comentário sobre a impossibilidade de haver vinhos de qualidade realmente boa no Brasil, e acabei usando a palavra "oxímoro".

Seguidora, muito bem-intencionada, mas remplie d'elle-même, chega me chamando pelo nome e me corrigindo, afirmando ex cathedra e um tanto condescendentemente que a palavra "oxímoro" não tem acento. Vejam a interação (vou preservar a arroba e o nome da moça porque hoje estou muito generoso. Não devia, mas é o meu "pacote de bondades" do dia):


O, pulchra puella e amáveis leitores deste blog: o Twitter não é o foro adequado para uma explicação etimológica detalhada, por isso a explicação vai aqui.

A forma "oximoro" (sem acento) está registada em Rebelo Gonçalves, além de ser a forma preferida no recente dicionário Houaiss (pelo latim: "oxymorum", com o segundo "o" longo).

Entretanto, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa foi buscar a acentuação tônica "oxímoro" no étimo original grego ὀξύμωρον (oksýmoron). Não se trata, com efeito, de um hiperbibasmo (deslocamento do acento tônico), pois esse acento é perfeitamente justificável, embora controverso.

Nessa disputa, considero mais legítimo o étimo grego nas palavras latinas dele provenientes, ao contrário da corrente dominante que afirma que o fato de o termo chegar ao português através latim exige o étimo latino (e sua respectiva acentuação).

Percebam, meus filhos, que a malfazeja "Nova Ortografia" não faz recomendações quanto a esse tipo de escolha (prefere tratar de coisas mais supinas e cosméticas). Quando muito, indica que, se escolhermos a proparaxitonia, devemos escrever com acento gráfico na sílaba tônica.

Para finalizar, meus queridos, é MUITO complicado me corrigir. É praticamente impossível. Quem quiser tentar, que venha muito bem armado com argumentos irretorquíveis. Caso contrário, posso não ser tão bonzinho quanto fui agora.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Fundamentos da intolerância esquerdista: loas ao jogador gay da NBA, ofensas ao comentarista cristão da NBA


Jason Collins, pivô do Boston Celtics, saiu do armário, declarando publicamente ser um atleta gay, sendo um dos primeiros a fazer isso em uma liga esportiva profissional americana. A grande mídia esquerdista e os defensores dos gays o chamaram de "herói" e aplaudiram a "coragem" de seu anúncio público através da Sports Illustrated.

No entanto, a festa deles foi interrompida quando Chris Broussard, respeitado comentarista de basquete da ESPN, expôs seu ponto de vista cristão. Broussard, um cristão devoto, simplesmente expôs seu ponto de vista religioso e, em troca, os críticos esquerdistas, gays e politicamente corretos praticamente o apedrejaram.

Broussard disse simplesmente, “Sou cristão, não concordo com a homossexualidade… Acho que é um pecado, e que o sexo fora do casamento entre um homem e uma mulher também é”. Ele prosseguiu: “Quem vive abertamente em pecado impenitente… anda em rebelião explícita contra Deus e Jesus Cristo”.

Dirigindo-se aos que o criticam e o chamam de “fanático” e “intolerante”, Broussard respondeu e mencionou que tem amizade com um destacado jornalista esportivo gay, LZ Granderson. Ele disse: “Assim como posso tolerar alguém de cujo modo de vida eu discordo, [Granderson] pode tolerar minhas crenças. Ele discorda das minhas crenças e do meu modo de vida, mas a verdadeira tolerância e aceitação implica ser capaz de lidar com isso como adultos maduros, e não criticar e xingar um ao outro”.

Entretanto, a grande mídia esquerdista ignorou a explicação diplomática de Broussard sobre seus pontos de vista religiosos e fez exatamente o que Broussard considerou intolerância: o xingou e o criticou.

Assistam ao vídeo:


segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Dia da Terra é contrário à vida humana


Hoje é um "feriado religioso" que deveria fazer com que todos nos tornássemos ateus. Vinte e dois de abril de 2013 é o aniversário do Dia da Terra. Para muita gente, não passa de um dia de pensar de maneira acolhedora e confusa sobre ar puro, rios cristalinos, florestas verdejantes e rouxinóis canoros. Até a década de 1990, o 1º de Maio marcava a idolatria dos comunistas por uma abstração denominada "os trabalhadores", às custas dos verdadeiros trabalhadores de carne e osso e de todos os outros seres humanos do planeta. O resultado foi uma carnificina. Agora, o Dia da terra marca a idolatria dos extremo-ambientalistas pelo planeta em si, às custas de todos os seres humanos que o habitam. Se a seita continuar crescendo, os resultados serão os mesmos conseguidos pelos vermelhos.

Não há problema nenhum se indivíduos quiserem preservar as florestas, as flores, os lagos, etc. em suas propriedades e em seu próprio benefício, nem se quiserem reduzir os danos efetivos e mensuráveis causados aos seres humanos, por exemplo, pela poluição do ar e das águas. Seja como for, os priores problemas de poluição já foram quase totalmente resolvidos nas últimas décadas.

Contudo, os extremo-ambientalistas transformaram preocupações legítimas em uma seita. Se eu disser a alguém que não reciclo o lixo, por exemplo, serei tratado como se eu fizesse troça de Maomé na Arábia Saudita. Quando a reciclagem fizer sentido do ponto de vista econômico e ambiental, surgirá um mercado para os materiais reciclados e não haverá necessidade de que o governo meta sua longa colher no assunto. Acontece que, muitas vezes, a reciclagem gera custos líquidos de milhões de reais e prejudica o meio ambiente. Levando em consideração as frotas de caminhões necessárias para recolher as suas garrafas (que você deve, antes, lavar) e as instalações usadas para moer ou derreter o vidro (que consomem uma quantidade absurda de energia), acaba sendo melhor simplesmente jogar tudo no lixo como sempre se fez.

Já se escreveu muita coisa sobre a incapacidade dos ambientalistas de de comprovar quantos supostos problemas realmente prejudicam os seres humanos. Faz mesmo alguma diferença reduzir a quantidade de uma determinada substância na água de duas partes por bilhão para uma parte?

Já se escreveu muita coisa sobre a ciência fajuta por trás de muitos programas ambientais e sobre os graves problemas que esses programas criam para as pessoas, em comparação com seus benefícios  minúsculos. O DDT não é o diabo que muita gente pinta, mas a falta de uso dele para erradicar insetos patogênicos causou milhares de mortes.

O que exige mais atenção é o problema dos valores fundamentais do extremo-ambientalismo. A origem definitiva e o padrão de todos os valores é a vida humana. Pedras, lama, oceanos, montanhas, peixes e aves não têm valor intrínseco nenhum em si mesmos ou por si mesmos. Eles não são nem bons nem maus. Eles simplesmente são. É na relação com nós outros, seres humanos, que as coisas apresentam seu valor.

Devemos usar nossas mentes racionais como indivíduos para descobrir os meios de sobreviver e prosperar. Um animal tem valor porque podemos usá-lo para nos alimentar ou admirar sua beleza. A água tem valor porque podemos bebê-la ou nadar nela. As pedras e árvores têm valor porque podemos construir casas com elas, ou podemos subir nelas por diversão. Os brejos talvez não tenham valor porque estão exatamente no ponto onde queremos construir uma casa.

E, naturalmente, "nós" não significa um coletivo abstrato, e sim cada um de nós, na qualidade de indivíduos. Essa é a questão da propriedade privada. Cada um de nós deve ter a liberdade de possuir e usar nosso patrimônio para o nosso bem enquanto indivíduos.

Os extremo-ambientalistas tiram os indivíduos da jogada. Eles falam do valor dos ecossistemas, habitats e pantanais sem se referir aos seres humanos em geral nem a indivíduos específicos que possam possuir patrimônio material e dele fazer uso. A rigor, os extremo-ambientalistas criam uma seita da deusa Gaia que põe os seres humanos em segundo plano. Muitos extremo-ambientalistas já dizem abertamente, por exemplo, que rotulam as pessoas como "poluição do planeta". Existe até mesmo um Movimento pela Extinção Humana Voluntária (podem procurar no Google um tal de "VHEMT"). O credo deles: "Reduzir progressivamente a raça humana, cessando voluntariamente a reprodução, permitirá que a biosfera da Terra recupere suas boas condições de saúde".

A maior parte das pessoas que comemoram o Dia da Terra retirando o lixo das ruas consiste, sem dúvida, em pessoas bem-intencionadas. Mas elas e todos nós devemos reconhecer que os fundamentos filosóficos sobre os quais uma pessoa age causará, inevitavelmente, determinadas conseqüências ao longo do tempo, independentemente da intenção. As premissas dos extremo-ambientalistas são contrárias à vida humana e, se forem levadas adiante de maneira constante, levarão a uma carnificina pior do que aquela promovida pelos comunistas. Afinal, "o verde é a nova cor do comunismo".

No Dia da Terra, devemos refletir não sobre o planeta, mas sobre os habitantes capazes de fazer com que ele valha alguma coisa.

domingo, 21 de abril de 2013

Ativista homossexual admite que o objetivo do programa é destruir o casamento

Mesmo sabendo que há radicais em todos os movimentos, não devemos atenuar a impressionante confissão feita pela jornalista lésbica Masha Gessen. Em um programa de rádio, ela admite abertamente que os ativista homossexuais estão mentindo sobre seu programa político radical. Ela afirma que eles não querem ter acesso à instituição do casamento, mas, sim, redefini-la radicalmente e, por fim, eliminá-la.

Eis o que ela disse numa entrevista à Radio National, da Austrália, em 11 de junho de 2012:
“É óbvio que [os ativistas homossexuais] devem ter o direito de se casar, mas também acho que é óbvio que a instituição do casamento não deveria existir. …(L)utar pelo casamento gay implica, em geral, mentir sobre o que vamos fazer do casamento quando o conseguirmos, pois estamos mentindo quando dizemos que a instituição do casamento não vai mudar, e isso é uma mentira.
A instituição do casamento vai mudar, e ela deve mudar. Além disso, eu não acho que ela deva existir, e eu não gosto de participar da criação de ficções sobre a minha vida. Não era bem isso que eu tinha em mente quando saí do armário trinta anos atrás.
Tenho três filhos que têm cinco pais, mais ou menos, e não vejo por que eles não devam ter cinco pais reconhecidos por lei… Conheci a minha nova parceira, e ela havia acabado de ter um filho, e o pai biológico dessa criança é o meu irmão, e o pai biológico da minha filha é um homem que mora na Rússia, e meu filho adotivo o considera seu pai. Então, os cinco pais se dividem em dois grupos de três… E, na verdade, eu gostaria de viver sob um ordenamento jurídico capaz de corresponder a essa realidade, e não acho que isso seja compatível com a instituição do casamento.”
(Fonte: http://www.abc.net.au/radionational/programs/lifematters/why-get-married/4058506)
Por um bom tempo, os defensores do casamento natural tentaram demonstrar que o verdadeiro programa por trás das organizações de pressão homossexual não é a igualdade no casamento, e sim a completa total decomposição do casamento e a erradicação dos valores tradicionais da sociedade. (Isso acabará incluindo iniciativas de silenciamento e punição a algumas igrejas que defendem abertamente seus ensinamentos religiosos sobre casamento e moral sexual).

Embora poucos tenham sido tão francos quanto foi essa ativista lésbica na entrevista, há exemplos numéricos que comprovam seus argumentos. Tendo recebido a oportunidade de se casar após a promulgação de leis, uma proporção relativamente pequena de homossexuais sequer se preocupa em se casar, em comparação com os heterossexuais. Isso provoca um debate sobre a verdadeira necessidade de desconstruir o casamento pela extensão “justa” de suas vantagens. Apenas 12% dos homossexuais da Holanda se casam, em comparação com 86% dos heterossexuais. Menos de 20% dos casais de mesmo sexo que já vivem juntos na Califórnia se casaram quando tiveram a oportunidade de fazê-lo em 2008. Por outro lado, 91% dos casais heterossexuais da Califórnia que vivem juntos são casados.

Obviamente se trata de uma mudança cultural e da destruição da ética familiar tradicional, pois, aparentemente, a maioria dos homossexuais que vivem juntos nem precisa nem deseja se casar, embora desejem alterar radicalmente o conceito de casamento.

Os gays e as lésbicas são livres para viver como quiserem, e a sociedade atual os aplaude sem reservas, como nunca na história, mas eles não têm o direito de reescrever o significado do casamento para o conjunto da sociedade.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sobre tatuagens e a degradação dos valores

O que a humanidade está fazendo consigo mesma no mundo ocidental?

O que é essa moda de tatuagem que assola o mundo? O corpo deixou de ser íntimo e pessoal para se tornar uma tela ambulante. Parece que cada vez mais pessoas ostentam uma, duas ou vinte e duas tatuagens. E essa moda não se restringe a um país, a um grupo étnico ou a uma religião - ela atravessa fronteiras e países, atingindo ricos, pobres, gordos, magros, homens, mulheres, brasileiros, americanos, alemães, espanhóis... em todos os lugares, todos estão marcados.

Esse orgulho em emporcalhar o corpo é, no mínimo, bastante difícil de explicar. O corpo não deveria ser um repositório do nosso "eu"? Não vou nem entrar no mérito do que a Bíblia ou as principais religiões monoteístas dizem sobre o assunto. Entretanto, fico pensando se a tatuagem não seria, na prática, um anátema, pois, ao mesmo tempo e que oculta a personalidade da pessoa por trás de uma autoflagelação, também rotula quem se tatua e a relega a uma classe ou categoria específica de pessoas.

A tatuagem, que, em determinado momento, parecia ser uma prática em vias de extinção, voltou sedenta de vingança. Há uma paixão cega e delirante por elas, e não há limites para o que vemos desenhado ou escrito nesses verdadeiros filmes. Desde as fantásticas e alegóricas até o puro e simples grotesco, toda a gama da imaginação infantil se desnuda diante de nós. O decoro (esse conceito démodé) foi jogado na lata do lixo. Será que quem se tatua pretende expor um argumento sem precisar abrir a boca, pôr a nu seu verdadeiro "eu", sua identidade e sua personalidade, enfim, aquilo que faz cada um de nós um ser humano distinto, complexo e interessante? Certos grupos (índios, africanos, entre outros), pintam seus corpos e/ou rostos para uma finalidade específicas, normalmente de natureza ritual. Entretanto, ficar para sempre marcado com uma mensagem ou um desenho se compara a usar as mesmas roupas ou aferrar-se à mesma visão de mundo por toda a vida. Se pensarmos nisso com calma, é uma baita maldição, pois devemos evoluir, nos acrisolar, e refinar nossa maneira de ser ao longo do tempo, mesmo sob pena de contradição.

Normalmente são os jovens que se embriagam com essa postura embotada, e, às vezes, isso pode ter um significado de desafio e provocação, mas quase sempre se trata de um ato irrefletido.

Em tempos d'antanho, uma tatuagem significava algo. Era uma marca, um sinal que diferençava quem a envergava. Era necessário merecê-la, como um distintivo de coragem ou ousadia, e, na maioria das vezes, eram características de marinheiros ou presidiários. Normalmente, a pessoa carregava apenas uma, simbolizando um amor perdido, a pista de um tesouro enterrado ou alguma outra coisa extravagante. Havia mistério por trás das tatuagens; havia uma história. Hoje em dia, não mais. Hoje, as tatuagens são como construções modernas: pêle-mêle, confusas, feias tout court.

Quando algumas práticas entram na moda, normalmente a idéia ou a motivação original por trás delas perde todo o sentido e a finalidade, gerando exatamente o oposto da intenção primeira. Essa moda perpétua, contudo, anula a si mesmo. Algumas pessoas amadurecem e se dão conta de que aquilo que consideravam original ou exclusivo em um determinado momento perdeu o encanto ou o atrativo. E isso é ainda mais verdadeiro nestes tempos em que os prazeres imediatos são a norma.

Enfim, queiramos ou não, assim como a lei da gravidade age, tatuagem não é uma coisa bonita de se ver.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Depressão: o que é e de que se alimenta?

Depressão é assunto popular, de modinha. Aliás, é in, é cool, se apresentar como uma pessoa deprimida. Sujeito ganha carinhos e afagos automaticamente.

Para muita gente, a depressão é conseqüência de um desarranjo bioquímico do organismo. Claro que é. Entretanto, essa conseqüência é o resultado de um antecedente: desânimo existencial. É preciso que haja um mecanismo de ordem emocional para que surja a depressão na vida diária de uma pessoa.

"Ah, John, mas e o idoso?" O idoso, por estar perto do fim, tem uma consciência mais aguda da sua finitude, e isso provoca a depressão. Por isso é importante que a pessoa esteja intensamente envolvida com alguma atividade, seja ela qual for, e independentemente da idade.

Quando a pessoa está intensamente e realmente motivada por alguma coisa, ela não se deprime.

Ouço pela aí que jovens na flor da idade apresentam crises depressivas. Nada mais natural. É o resultado da percepção do vazio que são suas vidas. Eles têm a certeza de que suas atividades não lhes preenchem. Isso abre as portas para a depressão, a qual leva a toda sorte de desatino.

É isso aí, meus filhos: quando a pessoa está ativa, motivada, entusiasticamente ligada a alguma coisa, não há tempo para a depressão. A depressão é o resultado de um mecanismo deflagrador de ordem emocional. Por isso, dependendo da gravidade da depressão, é preciso, sim, um tratamento bioquímico, mas também a psicoterapia. Sem a psicoterapia, a pessoa jamais conseguirá ver o que de fato a arrasta para a depressão. O resto são interesses escusos dos grandes laboratórios internacionais e de médicos inescrupulosos.

Coréia do Norte ameaça mandar o armistício pro espaço

A "riscada de faca" da Coréia do Norte está deixando o mundo pouco inquieto. O mundo inteiro, menos Obama, aparentemente.

Os líderes norte-coreanos anunciaram na terça-feira que estão dispostos a se livrar do armistício da Guerra da Coréia (1950-1953). Trata-se de uma reação aos planos dos EUA e da Coréia do Sul de realizar exercícios militares com a duração de dois meses.

O regime de Pyongyang também afirmou que vai cortar suas "linhas diretas" com a Coréia do Sul e com os EUA se os exercícios militares não forem cancelados.

O que a Coréia do Norte não consegue reconhecer é que suas ações de agressão durante a fase de ascensão do ditador de plantão Kim  Jong-Un deixaram o Ocidente  meio "cozido". Marinheiros sul-coreanos foram mortos em um ataque surpresa da Coréia do Norte há mais de um ano. Além disso, uma instalação insular próxima a Seul (capital da Coréia do Sul) foi repentinamente bombardeada.

A China e a Rússia indicaram que ficarão ao lado dos outros países do Conselho de Segurança da ONU para impor sanções ao beligerante regime norte-coreano. Entretanto, mesmo com uma resolução da ONU, que usou palavras pesadas, a China e a Rússia mui provavelmente apoiarão os norte-coreanos, como sempre fizeram. Isso mantém os EUA e seus aliados Japão e Coréia do Sul com sua atenção voltada para um regime ermitão, ignorando as ações chinesas e russas, e isso já funcionou em outros tempos.

Os EUA continuam usando a ONU para castigar a Coréia do Norte, mas, devido à péssima política interna de Obama, o país não é capaz e não está disposto a reagir com firmeza aos testes nucleares norte-coreanos. Em vez de agir, o verborrágico presidente tem concentrado a maior parte do seu capital político no confisco e no aumento de impostos, ao mesmo tempo em que culpa os Republicanos. O confisco sempre foi a idéia de Obama, mas ele jamais vai admitir isso.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A morte de Chavez gera chuva de encômios da mídia

Quando começou a correr o mundo a notícia da morte do presidente-ditador comunista Hugo Chávez, a grande imprensa esquerdista revirou os olhinhos, desmanchando-se em encômios ao populista Venezuelano recém-defunto.

Chávez, morto aos 58 anos de idade, deteve o poder e oprimiu seu povo para implementar sua visão de um "Estado Bolivariano", fazendo eco aos dias de glória da Venezuela e da América Latina comandada por Simon Bolívar. A Reuters publicou fotos do ditador morto com o título "As frases mais memoráveis de Chávez" e um artigo intitulado “A morte d Chávez deixa vácuo esquerdista na América do Sul”, como se fosse ruim que o populismo esquerdista de Chávez ficasse sem um líder. O deputado norte-americano José Serrano (um Democrata que representa o distrito Bronx South na cidade de Nova Iorque) tuitou seu elogio a Hugo Chávez com as seguintes palavras:


"Hugo Chávez foi um líder que entendia as necessidades dos pobres. Ele se empenhou em dar poder aos sem-poder. Descanse em paz, Sr. Presidente.

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter disse que todos deveriam se lembrar de Chávez, e lembra "seu legado positivo" de redistribuição socialista da riqueza. Pena que Jimmy não falou das estatísticas estratosféricas de criminalidade que acompanharam o trabalho de redistribuição.

A manchete da Associated Press dizia: “Mesmo após a morte, Chávez tem a opção do sucessor” e indica que a influência de Chávez se sente d'além-túmulo.

Nicolás Maduro, vice-presidente e herdeiro nomeado de Chávez, está pronto para concorrer contra o principal líder oposicionista Henrique Capriles. As pesquisas indicam que Maduro está liderando, mas Capriles acusou os institutos de pesquisas de um viés pró-Maduro.

Não é ridículo? Ou seria apenas a inclinação da grande mídia posta em prática?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um papa socialista negro após um presidente socialista negro